Tornar feliz um gato de apartamento: o guia prático

Tornar feliz um gato de apartamento: o guia prático

Um gato pode viver toda a vida num apartamento e sentir-se lá muito bem. Com uma condição: que a casa lhe permita fazer o que faria lá fora, isto é, caçar, trepar, observar, esconder-se e dormir em sossego. Eis como organizá-la, divisão a divisão, sem transformar a sua sala.

De que precisa um gato de interior

Para um gato, um bom território julga-se pelos seus recursos: sítios para comer, beber, fazer as necessidades, dormir, arranhar, empoleirar-se e brincar. Quanto mais numerosos e bem colocados forem estes recursos, maior lhe parece o apartamento.

Faça uma volta pela casa com esta lista em mente:

  • Um posto elevado de onde veja a divisão e o exterior.
  • Um esconderijo onde ninguém o venha incomodar.
  • Um arranhador estável, perto dos sítios onde passa mais tempo.
  • Uma caixa de areia limpa, longe da tigela.
  • Água fresca, num sítio distinto da comida.
  • Jogo todos os dias, consigo.

Se faltar um destes pontos, é muitas vezes por aí que começam os problemas: arranhões no sofá, chichi fora da caixa, despertares noturnos.

Dar altura

O gato sente-se em segurança quando domina o que o rodeia. O topo de um armário desimpedido, uma prateleira de parede sólida ou uma árvore para gatos junto a uma janela bastam. Pense em percursos: do chão à poltrona, da poltrona à prateleira, da prateleira ao topo do móvel. O seu gato ganha espaço sem que o dono o perca no chão.

Para escolher um modelo estável e colocá-lo bem, veja o nosso guia Árvore para gatos: como escolher e onde colocar.

As janelas, sim, mas protegidas

Olhar lá para fora ocupa um gato durante horas. Mas as quedas de uma janela ou de uma varanda são frequentes, mesmo nos gatos prudentes. Ponha uma rede ou um mosquiteiro sólido antes de deixar uma janela aberta. Desconfie também das janelas em posição basculante: um gato pode ficar entalado ao tentar passar.

Brincar como se caça

O jogo substitui a caça. Um gato de interior que não brinca acumula energia e gasta-a muitas vezes à noite ou nos seus tornozelos. Duas ou três sessões curtas por dia valem mais do que uma sessão longa ao fim de semana.

  1. Pegue numa cana com penas ou num brinquedo na ponta de um fio.
  2. Faça-o mexer como uma presa: esconde-se, pára, volta a andar, afasta-se do gato.
  3. Deixe o seu gato apanhá-lo várias vezes.
  4. Termine com uma última captura e depois dê-lhe a refeição ou um petisco.

Este fim conta. Fecha a sequência de caça e ajuda o gato a acalmar-se. Guarde depois o brinquedo de fio fora do alcance dele, porque poderia engolir o fio. Encontra outras ideias em Ocupar um gato de interior: jogos, altura e rotinas.

Cantos só dele

Um gato precisa de se poder retirar. Uma caixa de cartão pousada de lado, o espaço debaixo de uma cama, um nicho num móvel baixo: ele escolherá por si, mas é preciso que a opção exista. Quando se refugia lá, deixe-o em paz e explique-o às crianças e às visitas.

Gosta também de têxteis macios e quentes, sobretudo no sítio de onde o observa a viver. Uma manta dobrada num canto do sofá ou ao pé de uma poltrona torna-se muitas vezes o lugar dele. Os gatos gostam de se instalar nas nossas mantas de alpaca, de alpaca e lã, desenhadas na Estónia e feitas no Peru. Uma escovagem regular retira os pelos e uma limpeza a seco basta quando for preciso.

Separar bem refeição, água e caixa de areia

Na natureza, um gato não come onde faz as necessidades e bebe muitas vezes longe da presa. Num apartamento, mantenha esta lógica:

  • a caixa de areia num sítio sossegado, afastada da tigela;
  • a água a alguns metros da comida, ou mesmo em vários pontos;
  • a tigela fora das passagens, onde ele possa comer sem ser empurrado.

Um gato que bebe o suficiente e encontra sempre uma caixa de areia limpa tem menos razões para fazer as necessidades noutro sítio.

Uma rotina que tranquiliza

O gato gosta de saber o que vai acontecer. Refeições a horas regulares, uma sessão de jogo antes de se deitar, os mesmos rituais quando chega do trabalho: estas referências reduzem o stress dele. Quando se anuncia uma mudança (mudança de casa, móvel novo, chegada de um bebé ou de outro animal), faça-a progressivamente e mantenha intactos os sítios de descanso e a caixa de areia.

Os sinais que o devem alertar

Alguns comportamentos mostram que um gato não está bem. Podem vir do aborrecimento ou do stress, mas também de uma doença. Consulte primeiro o veterinário se notar:

  • necessidades fora da caixa de areia;
  • uma higiene excessiva, com zonas sem pelo;
  • um gato que se esconde permanentemente ou fica agressivo sem razão aparente;
  • uma descida do apetite, uma sede invulgar ou vómitos repetidos.

Uma vez afastada a pista médica, reveja o ambiente dele ponto por ponto com a lista do início.

Em resumo

  • Pense em recursos: altura, esconderijo, arranhador, caixa de areia, água, jogo.
  • Proteja janelas e varandas antes de as abrir.
  • Brinque duas ou três vezes por dia e termine com uma captura e depois uma refeição.
  • Separe tigela, água e caixa de areia.
  • Uma mudança de comportamento passa primeiro pelo veterinário.